De comboio pela República Checa!

Cá estamos de novo para falar da nossa última aventura, a República Checa. 
Desta vez, foi tudo marcado com alguma antecipação e o trajecto todo bem delineado. 
Optámos sempre por conhecer o máximo de cada país, pois para nós há mais cidades para além da capital! Muito mais! Em 10 dias conhecemos cerca de 8 cidades deste fantástico país e estamos mais que prontos para vos falar disso!
Prontos para viajar connosco? Vamos lá!


Conseguimos um voo direto, com partida do Porto, no dia 15 de Agosto e em 3 horas chegámos ao nosso primeiro destino, Praga.
Ficámos alojados 4 dias completos, mas tivemos de ver a cidade em 3 porque 1 dos dias estava reservado para ir a Kutna Hora/Sedlec. Já tínhamos pesquisado e aqui em Kutna Hora sabíamos que íamos encontrar uma majestosa e única catedral bem como um Ossuário com inúmeras esculturas feitas exclusivamente de ossos humanos, arrepiante, mas enriquecedor na nossa viagem, vale bem a pena um dia por lá!

Crânio do Ossuário em Kutna Hora

Voltando a Praga, podemos dizer que 3 dias foi o suficiente para conhecer e deixar-se levar pela cidade. Não se esqueçam de visitar a praça principal, o relógio (esperar pela hora certa), a ponte Charles (com mais de 650 anos), a Petrin Tower (se quiserem ver a cidade do ponto mais alto) e toda a parte judaica que é riquíssima em cultura e história.
Aos casais, aconselhamos também o passeio de barco pelo rio com música ao vivo e jantar buffet. São experiências únicas e que ficam para sempre na memória. De resto, passeiem muito na Charles Bridge e provem o famoso tredlnik, consta que os melhores são vendidos em “Malá Strana”(Lesser Town) no outro lado da ponte. Como é menos turística que a Old town os preços são mais baixos e a qualidade melhor!

Tredlnik
De seguida, foi pegar nas malas e apanhar comboio para Ceske Budejovice, onde o principal objectivo era ficar mais perto de Cesky Krumlov, mas para nosso espanto, esta cidade mereceu completamente a nossa passagem, pois apesar de pequena, é lindíssima e ainda alberga um dos castelos mais imponentes que visitamos, o de Hluboka, situado bem no alto da cidade, torna-se indispensável a visita à sua Torre e à Rota A (Representation rooms).
Castelo de Hluboka
Apanhando um autocarro que parte do centro de Ceske Budejovice, conseguirão chegar perto do castelo e de seguida subir parte da colina a pé.
Como o centro da cidade é pequeno, numa manhã conseguem ver bem o principal. No final do dia, é indispensavel  ir jantar ao “Masné Kramy”, um famoso restaurante nesta zona histórica com uma das mais conhecidas cervejas do país (imperdoável não provar) e comida bastante tradicional.
No dia seguinte, partimos para Cesky Krumlov, a nossa ansiedade aumentava e não foi desiludida. A cidade é belíssima e com muito para explorar. Pelo castelo, encontram miradouros, torres e jardins. Podem ainda, se quiserem, ver o castelo todo por dentro. Nós aconselhamos totalmente a subida à torre principal que fica no centro da cidade. Passeiem, desfrutem e para jantar, mais uma vez damos um conselho, o “U Dwau Maryi”, que traduzido fica “As três Marias”. É um restaurante medieval a par do rio onde pedimos o “banquete”. Um prato em que vinham imensas iguarias típicas da cidade ao qual ficamos totalmente rendidos. Tudo isto à luz das velas e com o rio a passar mesmo ao nosso lado, torna tudo um momento inesquecível.

Jantar no "U Dwau Maryi"
Com uma cidade tão fabulosa é claro que no dia seguinte foi levantar bem cedo e aproveitar mais umas horinhas neste pequeno paraíso.
No final da manhã seguimos no comboio para Brno. Deparamos com o primeiro contratempo na nossa viagem, parte do trajecto teve de ser feito de autocarro, com os atrasos, o motorista estava “possuído” e a condução assustou bastante, mas ,felizmente, chegámos inteiros ao destino.
Ficámos hospedados 2 dias em Brno, um deles foi dedicado a ver a cidade e outro para ir a Blansko, mais propriamente a reserva natural Moravian Karst. Mais uma decisão que não podíamos estar mais contentes!

Punkva Cave
Todo o parque natural é lindíssimo, cheio de cavernas e trilhos para explorar. Os miradouros são assustadores pela altura, mas o ponto alto é fazer um “cruzeiro” nas Punkva Caves, onde em uma hora vos mostram a caverna, não só por caminho pedestre, mas no fim, entram num pequeno barco para serem levados pelos caminhos aquáticos das cavernas. Com profundidades assustadoras e com  a cabeça bem perto do “tecto” da caverna, a viagem é sem dúvida aconselhável se estas “construções da natureza” vos fascinam tanto como a nós.
Atenção que no Inverno, esta gruta pode estar encerrada devido à subida do nível da água. E não se esqueçam de reservar, não o fizemos e como chegamos cedo, ainda conseguimos entradas, mas 2h mais tarde soubemos que já estavam esgotadas, por isso, para que não percam esta oportunidade não façam como nós, reservem! Quanto às outras, não precisam de reservar e são perfeitamente opcionais, porque são semelhantes, mas mais pequenas, ou seja a sua visita é também ela mais rápida e tem menos gente!
Ao fim do dia, voltamos a Brno e fomos conhecer a cidade à noite. De todas, foi talvez a que nos sentimos mais inseguros. Não é que tenha acontecido alguma coisa, pois as ruas são constantemente patrulhadas, mas como é a 2ª cidade mais habitada do país, é um pouco diferente do resto que visitamos, é muito mais citadina!
No dia seguinte, tiramos o dia inteiro para conhecer o centro que é enorme e tem muito a oferecer. A começar pela catedral, passando pelas várias praças e terminando no castelo, que tem uma vista deliciosa sobre a cidade!

Vista Castelo Brno

Para jantar aconselhamos o “Zlatá loď ”, traduzido fica “Navio de Ouro”, sugerido por habitantes mais uma vez, e sem dúvida foi delicioso. 5*.
No último dia, arrancamos novamente para Praga, onde ficamos mais uma noite para no dia seguinte apanhar o nosso voo. Foi apenas desfrutar mais um pouco da cidade e passear calmamente pelo centro, onde por mais vezes que se passe no mesmo sítio, é sempre diferente.
Metro Praga

Nessa noite descansamos bem, porque sabíamos que vinha aí o pior dia da nossa viagem, o regresso!
A nossa escala em Hamburgo atrasou, mas correu tudo bem e chegamos com muito mais para contar e para vos mostrar.

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